5 Mulheres, 5 Grandes Fotógrafas



5 Mulheres, 5 Grandes Fotógrafas

A participação das mulheres no mundo da fotografia, assim como em outros sectores da nossa sociedade, vê-se em número bastante mais reduzido em relação aos homens.

Mas a marca feminina está sempre lá, assim como em todos os outros sectores.

A luta pela igualdade de reconhecimento também entra aqui, conheces os grandes artistas do universo da fotografia?

Muitas mulheres estão por aí hoje em dia a trabalhar com fotografia, com as suas obras expostas em galerias, ou não… Fotografam no anonimato e partilham os seus trabalhos no social… Vale a pena conhecer algumas das grandes fotógrafas da história que contribuíram e contribuem significativamente para a nossa arte.

Começamos num dos períodos mais difíceis da nossa história, entre duas guerras, quando surge Dorothea Lange.

Foi exatamente nessa época que Lange fez uma das fotos mais icônicas da história da fotografia; Mãe Migrante, de 1936.

Dorothea Lange

Dorothea Lange (1895-1965) foi uma influente fotógrafa documental e fotojornalista norte americana.

Tornou-se bastante conhecida pelos seus retratos da Grande Depressão.

As suas imagens ajudaram a humanizar as consequências da crise de 1929 e incitaram ao desenvolvimento da fotografia documental.

Lange aprendeu fotografia na Columbia University em Nova York.

Os seus primeiros trabalhos no mundo da fotografia foram como Aprendiz em diversas lojas pela cidade de Nova York.

Foto de: Dorothea Lange

Com a crise de 1929 logo depois do nascimento do seu segundo filho, Lange resolveu pegar na sua máquina e sair para retratar através da sua objetiva a situação das ruas.

As suas fotografias mais conhecidas durante este período são a serie denominada de”Migrant mother” , considerados dos mais icônicos registros da história da fotografia.

As imagens retratam uma imigrante chamada Florence com alguns de seus 7 filhos.


Migrant Mother, Nipomo, California, 1936

Dorothea foi premiada em 1941 com uma bolsa da Fundação Guggenheim para excelência em fotografia, que abandonou pouco mais tarde para estar no terreno a fotografar.

Nas últimas décadas da sua vida sofreu vários problemas de saúde, tendo falecido em 1965.

Em 2006, uma escola foi batizada em sua honra em Nipomo, na Califórnia, perto do local onde foi tirada a foto pela qual o seu nome nos fica na memória, “Migrant Mother”.

Vivian Maier

Vivian (1926-2008) Uma fotografa de rua que apenas se tornou conhecida após a sua morte, tendo tido ainda assim reconhecimento global, pouco se sabe acerca do seu percurso de vida, infância ou adolescência.

Vivian trabalhou grande parte da sua vida como babá.

Auto retrato por Viviane Maier

Uma figura enigmática excêntrica, console de mais de 15 mil fotografias tiradas guardadas para si, considerada uma mulher independente e liberal numa época em que o machismo era fortemente imperativo na cultura americana.

Por Viviane Maier

Sabe-se que começou a fotografar nos seus dias de folga enquanto trabalhava como ama, andava pelas ruas sem rumo certo, gostava de conhecer novos lugares, captar a alma da cidade que nunca dorme. A maior parte das suas fotografias são de paisagens urbanas.


Por Viviane Maier

As suas fotografias foram descobertas por acidente no ano de 2009, um ano após a sua morte…

Veja também o nosso Artigo:

Vivian Maier – A Melhor Fotografa de Rua de Sempre

Ruth Orkin

Ruth Orkin

Ruth (1921-1985) nascida em Boston, contou em uma das suas biografias que cresceu em Hollywood junto de sua mãe, ganhou a sua primeira máquina fotográfica aos 10 anos, a sua paixão pela fotografia começou enquanto fotografava seus colegas e professores na escola, a paixão estendeu-se e ganhou asas, aos 17 anos Ruth decidiu iniciar uma viagem de bicicleta pelos Estados Unidos. Iniciou a sua viagem em Los Angeles e a feira mundial de Nova Iorque foi o seu destino.

Foi a sua primeira viagem, e aí mostrou a grande fotógrafa que poderia vir a ser no futuro.

Ruth Orkin – Bike Trip

Certamente terá sido aqui que sua carreira começou, as fotografias que Ruth tirou nessa viagem foram compilados pela mesma em um livro, onde documenta a mesma.

Ruth estudou fotojornalismo por um breve período em Los Angeles, trabalhou como mensageira no estúdio Golden Mayer Metro em 1941, onde começou a explorar a possibilidade de se tornar diretora de fotografia, mas quando descobriu que as mulheres na época não podiam exercer a profissão , ela decidiu juntar-se ao Exército Auxiliar Feminino durante a Segunda Guerra Mundial.

o seu espírito aventureiro trouxe-a de volta a Nova York em 1943, onde começou a trabalhar como fotógrafa em um bar.

Depois de um trabalho realizado para o New York Times na qual ele fotografou Leonard Bernstein tornou-se muito procurada e passou a trabalhar como fotografa freelancer, permitindo-lhe viajar pelo mundo e trabalhar com a Life, Look, Ladies’ Home Journal e outras revistas.

American Girl in Italy (1951)


American Girl in Italy por Ruth Orkin

É a fotografia que marca a carreira de Ruth, mostra Ninalee Craig caminhando entre um grupo de homens italianos. Devido à natureza livre e rebelde de Orkin, a fotografia foi interpretada como uma crítica ao assédio sofrido pelas mulheres.

Orkin ensinou fotografia numa Escola de Artes Visuais na década de 1970, e no Centro Internacional de Fotografia em 1980.

Pouco depois foi-lhe diagnosticado um tumor, anos depois Orkin morreu em Nova York em 16 dejaneiro de 1985, tendo-nos deixado o seu espólio para que possamos sempre relembrar.

Annie Leibovitz

Para quem não conhece Annie Leibovitz, é sem dúvida uma das melhores fotógrafas de todos os tempos,


Annie Leibovitz

Com características extremamente marcantes e pelo toque mágico das suas imagens, Annie faz parte do grupo de artistas que dominam o cenário da arte e da moda, além de ser uma das mais requisitadas no mundo de Hollywood.

O seu caminho no mundo da fotografia iniciou-se nos anos 60, num cenário de grande liberdade artística e cultural, com artistas no cinema e na música exercendo grande influência nos jovens da década.

Por Annie Leibovitz

Artista de ideias criativas e únicas, as suas imagens tem características marcantes, como a sua forma excepcional de misturar luzes naturais com artificiais e por possuir um estilo singular de fotografar famosos: com retratos de caráter intimista, bem roteirizados e imagens extremamente ensaiadas.

Esses aspectos são os seus pontos fortes e fazem com que as suas fotografias sejam especias.

Tons mágicos , quase inexplicáveis, uma luz dificílima de reproduzir, onde capta cada detalhe de seus modelos.


Por Annie Leibovitz

Annie passou por diversas fases na fotografia, desde reportagens jornalísticas até as imagens de arte e moda que produz hoje em dia. Trabalhou para a Rolling Stone, Vogue, Vanity Fair entre outras revistas de moda e de lifestyle.

A fotógrafa é sem dúvida o melhor exemplo para quem deseja seguir esta carreira, pois ela mistura arte com moda e retrata outras pessoas como ninguém.

Sally Mann


Self portrait, circa 1974, Sally Mann

Sally Mann, nascida em Lexington, Virgínia, 1951, é uma das fotógrafas mais renomadas dos Estados Unidos.

Conhecida pela controvérsia das suas fotografias, os íntimos retratos da sua família, tendo como modelos principais seu marido e filhos, maioritariamente a preto e branco, ela produziu séries sobre retratos, arquitetura, paisagens e captou na perfeição o misticismo da natureza, paisagens evocativas e ressonantes no sul dos Estados Unidos.

Damaged Child por Sally Mann

Apesar de atrair controvérsia, o seu trabalho sempre foi influente e desde o tempo de sua primeira exposição individual, na Corcoran Gallery of Art, em Washington DC, em 1977, atraiu uma ampla audiência.

Ela recebeu inúmeros prêmios, incluindo NEA, NEH e bolsas da Fundação Guggenheim, o seu trabalho é realizado para importantes instituições internacionais.

Em 2001, Mann foi nomeada “Melhor fotógrafo da América” pela revista Time.


“Candy Cigarette”, 1989 , Sally Mann

Sally Mann, 1994
Night-blooming Cereus, 1988,
Sally Mann


Sally Mann à visão simples, seu brilho técnico sereno e a eloqüência claramente comunicada que deriva de seus súditos, humanos e outros – sujeitos observados com um ardor indistinguível do amor. ”


Reynolds Price, TIME

Se gostaste de ficar a conhecer ou apenas aprender um pouco mais sobre estas 5 grandes mulheres, acompanha-nos pois ainda há muitas outras fotógrafas que merecem ser estudadas. Para quem se sentiu inspirado, aprendam, sejam autodidatas, pesquisem…


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